Deus... Sublime Sinfonia...

Deus... Sublime Sinfonia...

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Vida Sertaneja...




Sertanejo
O sertão outrora
Nos tempos que se foram
Era uma pintura viva
Bordada de Esperança

As manhãs despertavam
Repletas de cores...
De cânticos... gorjeios
Dos pássaros felizes...

Do alto das serras
Corriam riachos
De cristalinas águas
Banhando as campinas...

A Terra amiga
Era a Morada Feliz...
Tua mãe... amiga...
Os teus celeiros eram fartos
Dos frutos de teu trabalho...
De tua lida...

Mas... passados tantos anos
Teus sonhos... teus anseios...
Tuas manhãs tão doces...
Foram tomados por nuvens estranhas...
Mórbidas... medonhas...

No parlamento dos homens...
Daqueles que governam...
A Besta dos Abismos
Construiu sua lúgubre morada

Então...
Deu de beber de seu cálice
Do vinho da astúcia...
Do dolo... da mentira...
Então...
A Besta imunda... desalmada...
Ofereceu seus frutos venenosos
Às almas cegas... ignóbeis...
Que ali jaziam...

Então...
Narcotizados... bêbados... perdidos...
Em suas mentes... sórdida lixeira...
Arquitetaram cruel, insano plano...

...

Sertanejo...
Hoje te vejo tão triste... abatido...
Tuas manhãs já não despertam
Tão luminosas... tão felizes...

Onde escondeu-se o cristalino riacho?...
Para onde foram cantar os passarinhos?...
Já não mais vejo os bosques... as florestas...
Não sinto mais o perfume das campinas

Muitas vêzes vejo faltar o pão
em tua mesa...
teu celeiro não é o mesmo...
está vazio...

Teus dias tão cobertos de venturas
Se transformaram num crepúsculo cinzento
Onde não habitam os sonhos... esperanças...
O que fizeram de ti... Amigo Sertanejo...
Já não mais cantas tuas canções felizes...

Uma coisa era bem certo...
Talvez não sabias...
Que os homens todos a quem confiaste...
Teus anseios pais caros... mais queridos...
Eram fantasmas ébrios de domínio...
Déspotas sem coração... sem sentimentos...
Que enganaram a ti e a tantos outros...
Que acreditaram em fugazes promessas...
Repletas de mentiras...

Uma coisa era bem certo... e não sabias...
Que esses discípulos da Besta dos abismos
Iriam trair-te na primeira esquina
Dilacerando teu mundo...
Sequestrando teus direitos...

Mas... continua tua luta, sertanejo...
Siga adiante... trabalha e confia...
Que não demora e amanhece o dia
Em que tiranos... déspotas... verdugos...
Todos que prestam culto à Besta desvairada...
Verão estremecer os muros... as muralhas...
Do império diabólico que erigiram...

Porque além... muito além...
Onde o Sonho e a Esperança habitam...
Já são ouvidos os acordes
De um belíssimo canto... dulcíssima sinfonia...

Do infinito espaço a Voz... Sublime Voz...
Já é ouvida...
...
E a incomensurável força da Verdade
Fará triunfar na Terra
os fracos... humildes... oprimidos...

Então...
Amigo sertanejo...
O sol de um Novo Dia...
De um Novo Tempo...
De uma Nova Era...
Derramará claridades em teu lar
Em todos os teus dias...

E verás renascer na Terra... abençoada...
Os frutos de tua fé... tua esperança...
Despertarás feliz...
Assim será!...

Siga adiante
Sertanejo
Irmão, amigo
Semeia as sementes que trazes
E confia
No despertar da Aurora
De um Novo Dia

Ama com despojado Amor
E cultiva a terra que espera
Persevera...
Plante Dignidade...
No solo de tua vida
E regue com a Honra...
com o Carater...
com o Trabalho

Faz de tua vida
Uma feliz canção
Faz tua história ser
Sublime poesia
E então verás
Frutificar teus campos

Vai Sertanejo
Irmão... amigo... camarada...
Siga feliz tua jornada
Confia na
Celestina Luz
Que te alumia
Ama e trabalha...
Trabalha e Ama...
Verás então amanhecer
Em tua vida
O tão sonhado Sol
Doce Esperança...
Ventura...
Alegria...

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