Sertanejo
O
sertão outrora
Nos
tempos que se foram
Era
uma pintura viva
Bordada
de Esperança
As
manhãs despertavam
Repletas
de cores...
De
cânticos... gorjeios
Dos
pássaros felizes...
Do
alto das serras
Corriam
riachos
De
cristalinas águas
Banhando
as campinas...
A
Terra amiga
Era
a Morada Feliz...
Tua
mãe... amiga...
Os
teus celeiros eram fartos
Dos
frutos de teu trabalho...
De
tua lida...
Mas...
passados tantos anos
Teus
sonhos... teus anseios...
Tuas
manhãs tão doces...
Foram
tomados por nuvens estranhas...
Mórbidas...
medonhas...
No
parlamento dos homens...
Daqueles
que governam...
A
Besta dos Abismos
Construiu
sua lúgubre morada
Então...
Deu
de beber de seu cálice
Do
vinho da astúcia...
Do
dolo... da mentira...
Então...
A
Besta imunda... desalmada...
Ofereceu
seus frutos venenosos
Às
almas cegas... ignóbeis...
Que
ali jaziam...
Então...
Narcotizados...
bêbados... perdidos...
Em
suas mentes... sórdida lixeira...
Arquitetaram
cruel, insano plano...
...
Sertanejo...
Hoje
te vejo tão triste... abatido...
Tuas
manhãs já não despertam
Tão
luminosas... tão felizes...
Onde
escondeu-se o cristalino riacho?...
Para
onde foram cantar os passarinhos?...
Já
não mais vejo os bosques... as florestas...
Não
sinto mais o perfume das campinas
Muitas
vêzes vejo faltar o pão
em
tua mesa...
teu
celeiro não é o mesmo...
está
vazio...
Teus
dias tão cobertos de venturas
Se
transformaram num crepúsculo cinzento
Onde
não habitam os sonhos... esperanças...
O
que fizeram de ti... Amigo Sertanejo...
Já
não mais cantas tuas canções felizes...
Uma
coisa era bem certo...
Talvez
não sabias...
Que
os homens todos a quem confiaste...
Teus
anseios pais caros... mais queridos...
Eram
fantasmas ébrios de domínio...
Déspotas
sem coração... sem sentimentos...
Que
enganaram a ti e a tantos outros...
Que
acreditaram em fugazes promessas...
Repletas
de mentiras...
Uma
coisa era bem certo... e não sabias...
Que
esses discípulos da Besta dos abismos
Iriam
trair-te na primeira esquina
Dilacerando
teu mundo...
Sequestrando
teus direitos...
Mas...
continua tua luta, sertanejo...
Siga
adiante... trabalha e confia...
Que
não demora e amanhece o dia
Em
que tiranos... déspotas... verdugos...
Todos
que prestam culto à Besta desvairada...
Verão
estremecer os muros... as muralhas...
Do
império diabólico que erigiram...
Porque
além... muito além...
Onde
o Sonho e a Esperança habitam...
Já
são ouvidos os acordes
De
um belíssimo canto... dulcíssima sinfonia...
Do
infinito espaço a Voz... Sublime Voz...
Já
é ouvida...
...
E
a incomensurável força da Verdade
Fará
triunfar na Terra
os
fracos... humildes... oprimidos...
Então...
Amigo
sertanejo...
O
sol de um Novo Dia...
De
um Novo Tempo...
De
uma Nova Era...
Derramará
claridades em teu lar
Em
todos os teus dias...
E
verás renascer na Terra... abençoada...
Os
frutos de tua fé... tua esperança...
Despertarás
feliz...
Assim
será!...
Siga
adiante
Sertanejo
Irmão,
amigo
Semeia
as sementes que trazes
E
confia
No
despertar da Aurora
De
um Novo Dia
Ama
com despojado Amor
E
cultiva a terra que espera
Persevera...
Plante
Dignidade...
No
solo de tua vida
E
regue com a Honra...
com
o Carater...
com
o Trabalho
Faz
de tua vida
Uma
feliz canção
Faz
tua história ser
Sublime
poesia
E
então verás
Frutificar
teus campos
Vai
Sertanejo
Irmão...
amigo... camarada...
Siga
feliz tua jornada
Confia
na
Celestina
Luz
Que
te alumia
Ama
e trabalha...
Trabalha
e Ama...
Verás
então amanhecer
Em
tua vida
O
tão sonhado Sol
Doce
Esperança...
Ventura...
Alegria...
Nenhum comentário:
Postar um comentário